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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Curso “Matemática e síndrome de Down”




Qual o conceito de número? Qual a diferença entre contar e quantificar? Quais as maiores dificuldades em se ensinar Matemática às crianças com síndrome de Down? Estas e outras perguntas foram a base da apresentação do professor e doutor em Matemática Inclusiva, Leo Akio, no sábado (23/08/14), em encontro organizado pelo grupo Minas Down, em Belo Horizonte.

Autor do livro “Matemática e Síndrome de Down, escrito a partir de sua tese de doutorado, Leo Akio falou para uma plateia de cerca de 50 pessoas, entre professores, pais, mães e interessados no tema.



Confira abaixo o material apresentado:

Download Apresentação Palestra

Como adquirir o livro

Palestra

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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Semana da Comunicação alternativa

Atividade para Desenvolver a Ideia de Inclusão entre os alunos na escola regular




Primeiro momento: Deve acontecer numa sexta-feira (desde que não haja aula no sábado). O professor deve explicar aos alunos que há uma serie de formas de se comunicar e estabelecer um dialogo com os alunos que deverão apontar pro professor quais formas são essas. O professor então pergunta para os alunos se eles conhecem pessoas com deficiência visual e auditiva. O assunto agora será a comunicação com estas pessoas, pergunte a eles, por exemplo, como eles fariam para cumprimentar uma dessas pessoas ou pedir algum material emprestado, pergunte como os deficientes visuais fazem pra ler. Peça aos alunos que no dia seguinte tragam informações sobre as formas de comunicação, podem buscar imagens nas revistas, ou confeccionarem replicas (telefone e televisão feitas com caixinhas e papelão, etc.).

Segundo momento: tendo os alunos apresentado seus trabalhos e entendido a diversidade das formas de comunicação serão apresentadas para eles as atividades anexas no projeto. A primeira atividade é a do Alfabeto Manual em Libras, as mãos estão em tamanho bom, ficará fácil entender sua configuração, ensine para os alunos e faça com eles seu nome e peça para que cada um deles vá para frente da turma e tente fazer seu nome e a idade, o professor e os alunos podem ajudar. A segunda atividade é a Alfabetização em Libras, peça para os alunos para escreverem o nome no espaço indicado e para que coloram as letras que formam seu nome na tabela com as configurações de mão.  A terceira atividade deve ser o bingo, pode ser dada depois do intervalo e ir até o fim da aula. A quarta atividade, Matemática- números por toda parte, onde os alunos preenchem uma ficha com seus dados e outra com o nome dos colegas deve ser dada como lição de casa, os alunos poderão fazer com a ajuda dos pais e com isso possibilitar também o contado da família com a comunicação alternativa (provavelmente os alunos vão querer mostrar para os pais  o que aprenderam).

Terceiro momento: inicie a aula fixando o que já foi aprendido, sempre repassar o alfabeto e os números com eles. Na quinta atividade vamos retomar aquela pergunta feita no primeiro dia “como pedir algum material emprestado para uma criança surda?”. Temos algumas cruzadinhas, modelos comuns (com imagens) e copias destes mesmos com os sinais. Ensine os sinais contidos nos modelos para os alunos, feito isso de as palavras cruzadas “normais”, de a eles o tempo para solucionar, agora de as mesmas cruzadinhas com os sinais no lugar dos desenhos e veja com eles se saem. A sexta atividade é mais descontraída e pode ser se iniciar pouco antes do intervalo e ir até o final da aula. Temos uma atividade com a sinalização das cores e embaixo como sugestão de desenvolvimento a brincadeira elefante colorido, antes do recreio ensine para eles os sinais das cores, para eles já irem pensando nelas, depois do intervalo retome as cores e inicie a brincadeira, será um momento divertido de aprendizado.

Quarto momento: Vamos tirar o enfoque da Libras um pouco e inserir o Braille. No primeiro momento retome a pergunta “como o deficiente visual lê?” Os deficientes visuais enxergam o mundo pelas mãos! Apresente para os alunos a ficha com o código em Braille. Os alunos podem escrever seus nomes em folhas de ofício e furarem as folhas para sentir o relevo, ou mesmo fazerem colagens de bolinhas representando o código. No segundo momento deveram fazer a brincadeira ou fazer a atividade com o pente de ovos (só é possível a atividade com o pente de ovos se o professor tiver avisado no dia anterior).

Quinto momento: Apresente para os alunos a atividade dos sentimentos. Mostre pra eles que o sentimento das flores pode ser expresso em libras como um sinal. Peça os alunos para expressarem seus sentimentos por meio de mímica. Inicia-se agora o trabalho de forma teatral, os alunos podem formar dois ou mais grupos para apresentarem alguma peça de curta duração.  A peça será sem falas, eles devem se expressar apenas por mímica (podem se comportar como bichos, como família, etc.).

Sexto momento: continue trabalhando com eles o teatro com mímicas que deve ser apresentado no ultimo dia da semana da comunicação alternativa. Peça a eles para ensaiarem muito e no dia seguinte trazerem os materiais e atividades produzidas durante a semana para montar uma feira.


Sétimo momento: A feira das comunicações. Divida em dois momentos, o primeiro com a apresentação da feira, exibição dos materiais e atividades e as brincadeiras e jogos. No segundo momento, após o lanche, eles devem apresentar as peças teatrais. O professor poderá filmar as peças para usar futuramente, pode exibir para os pais em outro momento (ou mesmo produzir outra feira em que os pais possam ser visitantes).

Critérios de avaliação

A avaliação se dará pela participação e interesse do aluno. A escala não é muito variável, vai do que participou, do que pouco participou e do que não participou.  Este modo de avaliação é apropriado porque as atividades desenvolvidas não visam divulgar uma disciplina, mas sim uma forma de se trabalhar a mesma. Avalia-se assim se o trabalho realizado com os alunos foi bom, suficiente ou insuficiente, o que deverá nortear novas ações com a turma para que se busque um resultado cada vez melhor. Avalia-se o projeto e não exatamente os alunos.  

sábado, 5 de janeiro de 2013

Existe limite para pessoas com Síndrome de Down?

Grupo de jovens com deficiência intelectual lança manual de acessibilidade

POR ADRIANE ZIMERER




Pessoas com deficiência intelectual deparam-se frequentemente com a palavra não. A sociedade como um todo não está totalmente preparada para lidar com essa realidade. Mas isso está mudando.

O manual "Mude seu falar que eu mudo meu ouvir" foi escrito por esses jovens portadores de da Síndrome de Down. Eles fazem parte de uma associação que trabalha em prol de pessoas com deficiência intelectual.

A presidente voluntária da ONG Carpe Diem, Glória Moreira Salles, explica que o desejo de criar o manual partiu dos próprios portadores da síndrome. A atitude, pioneira no mundo todo, vai ajudar a entender como eles podem ter mais participação na sociedade.

O auxiliar administrativo Thiago Rodrigues, portador da Síndrome de Down, conta que gosta de participar de palestras. No entanto, tem dificuldade de entender o que os palestrantes dizem. Isso porque pacientes com deficiência intelectual precisam que as pessoas se comuniquem com eles falando mais devagar. Usar imagens e textos em apresentações também facilita a compreensão deles.

Carolina De Vecchio Maia, também portadora e auxiliar administrativa, ressalta que é importante que a sociedade abra o coração e os aceite sem preconceito. Ela destaca que eles têm capacidade para fazer tudo.

Eles precisam de mais tempo. Requerem acessibilidade à compreensão, ao trabalho e à escola, ao lazer, à sexualidade e à afetividade. Por isso, Beatriz Ananias Giordano, portadora da síndrome e atendente de mesa, manda uma mensagem para todos nós: "Ouvir também é uma forma de ler. Não leiam este livro apenas pelo prazer de ler. Leiam com o coração, porque muitas vezes um gesto de vocês vale mais do que mil palavras".


Serviço:
Mude seu falar que eu mudo meu ouvir
Acessibilidade - um livro escrito por pessoas com deficiência intelectual
Associação Carpe Diem
www.carpediem.org.br

Para comprar o manual Mude Seu Falar Que Eu Mudo Meu Ouvir clique aqui.